As 10 mais incríveis escapadelas da prisão
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As fugas da prisão mais incríveis e espectaculares não são apenas as que passam no mundo hollywoodesco: Quem não conhece a história dos irmãos Michael Scofield e Lincoln Burrows, que tudo fazem para escapar à prisão, na série televisiva Prison Break. O homem quando se vê privado da sua liberdade é capaz de fazer as coisas mais impressionantes do mundo para a recuperar de novo. É o que sucede um pouco por toda a parte nas mais variadas prisões do mundo. São engendrados os planos mais diabólicos e perfeccionistas para deixar de ver o sol aos quadradinhos. Fique a conhecer as 10 fugas mais ousadas e brilhantes. 

1. Pascal Payet: escapou da prisão utilizando um helicóptero por três vezes!

 O nome de Pascal Payet ficará marcado para todo o sempre nos anais da história no que às fugas da prisão diz respeito. Em 2001, Pascal Payet, ou Kalishinikov Pat como é conhecido, foi condenado a uma pena de prisão de 30 anos pelo assassínio de uma pessoa num assalto a uma carrinha de valores. Desde então, a sua pena de prisão já foi interrompida por três vezes devido às suas famosas fugas de helicóptero. A última fuga ocorreu em Julho de 2007, quando um helicóptero esquilo foi desviado, assim como os seus pilotos, do requintado resort de Cannes, onde se realiza o conhecido festival de cinema. Os autores deste episódio, foram os comparsas de Payet, que tinham como objectivo último invadir e libertar o seu companheiro da prisão. E foram bem sucedidos! Depois do resgate, aterraram perto do mar mediterrâneo, onde o piloto foi solto. E até hoje, Kalishinikov Pat e os seus cúmplices fugiram e não mais se ouviu falar deles.

2. John Dillinger: escapou da prisão utilizando uma arma de madeira falsa e graxa preta para os sapatos

 Interpretado recentemente por Johnny Depp no filme “Inimigos Públicos”, John Dillinger foi um dos ladrões de bancos mais temíveis dos Estados Unidos da América (EUA), nos anos 30. O homem que chegou a ser considerado o inimigo público número 1, assaltou cerca de 20 bancos e 4 esquadras de polícia e conseguiu a proeza de escapar duas vezes da prisão.

Ele cumpriu pena na Penitenciária de Indiana, no estado do Michigan, até 1933, data em que foi colocado em liberdade condicional. Demorou quatro meses a regressar à prisão, desta feita para a Penitenciária de Lima, no Ohio. Contudo, o seu gang libertou-o matando o xerife Jessie Sarber. Ainda nesse ano, a maior parte do bando foi capturada em Tucson, no Arizona, devido a um tiroteio no histórico Hotel Congresso. Por conseguinte, Dillinger foi enviado para a prisão de Lake County em Crown Point, no estado de Indiana. Ele estava a ser acusado sob a suspeita de assassínio do oficial William O’Malley durante um tiroteio depois da sua fuga.

No entanto, nada o fazia parar. Em 1934, Dillinger fugiu da sala de provas da prisão de Crown Point, em Indiana, que estava guardada por vários oficiais da polícia e guarda nacional. Os jornais reportaram que Dillinger, para enganar a polícia, havia usado uma arma falsa de madeira que estava polida com graxa preta para sapatos. À conta do “brinquedo”, o assaltante forçou o guarda a abrir a porta da sua cela. Depois pegou em dois homens, fê-los reféns e obteve assim espaço de manobra para colocar todos os guardas dentro da sua cela e fugir.

3. Alfie Hinds: escapou da prisão três vezes e numa delas prendeu os guardas na casa de banho

 Alfred Hinds foi um britânico que se notabilizou por escapar várias vezes à lei – num total de três fugas. Quatro, se for contabilizada a última, a fuga legal. O Pai de Hinds morreu enquanto estava a ser castigado por assalto à mão armada e isso foi uma influência negativa para ele. Em 1953, Hinds foi preso e acusado pelo roubo de jóias no valor de 62,600 EUR, valor esse que em parte nunca foi recuperado. Apesar de alegar inocência, ele foi condenado a 12 anos de prisão. No entanto, não ficou lá muito tempo. Conseguiu ultrapassar portas que se encontravam trancadas e um muro enorme e ninguém imagina como ele o fez. Como tal, o público começou a chamá-lo “Houdini” Hinds.

Desde então fez uma vida honesta, vivendo como construtor e decorador pela Europa. Até que, em 1956, a polícia escocesa o encontrou e prendeu, depois de 248 dias como fugitivo. Hinds colocou um processo em tribunal contra as autoridades que o prenderam, acusando-os de detenção ilegal e usou esse pretexto para, na sala de tribunal, iniciar a sua segunda fuga. Quando os dois guardas o acompanharam à casa de banho e lhe tiraram as algemas, Alfie empurrou-os e prendeu-os a cadeado na casa de banho. Ele foi capturado no aeroporto poucas horas depois.

A terceira evasão foi da prisão de Chelmsford. Depois regressou à Irlanda, onde viveu por 2 anos como vendedor de automóveis. A sua ruína veio quando foi mandado parar, Hinds conduzia um carro que não estava registado.

Nessa época não era acrescentada qualquer tempo à pena quando existia uma tentativa de fuga, portanto a sua sentença não foi alargada. Hinds cumpriu o tempo restante (6 anos pelo roubo de joalharia que havia sido condenado em 1953) e ganhou o processo de detenção ilegal que moveu contra o guarda que o prendeu. Depois vendeu a sua história ao jornal News of the World por 27,500 EUR e passou o resto da vida como uma pequena celebridade.

4. Julien Chautard: escapou da prisão ao agarrar-se à parte inferior da carrinha que levava os prisioneiros

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Em 2009, o incendiário francês Julien Chautard engendrou uma fuga audaciosa e bem-sucedida da prisão de Pentonville, a norte de Londres. Assim que chegou uma carrinha com novos prisioneiros e à medida que eram escoltados para dentro, Chautard escondeu-se atrás da carrinha e assim que a mesma arrancou, o francês foi “a reboque” na parte inferior da carrinha. Depois de já ter saído da prisão, o foragido, saltou para dentro da carrinha. Curiosidade ou não, a carrinha onde fugiu foi a mesma que o trouxe do tribunal de Snaresbrook, que o havia condenado a 7 anos de prisão. Mais tarde, Julien Chautard entregou-se à polícia e cumpriu a sua pena.

5. Frank Morris e os irmãos Anglin: os únicos prisioneiros que poderão ter saído de Alcatraz

 

 Durante os seus 29 anos de actividade, a penitenciária de Alcatraz orgulhava-se de poder dizer que nunca nenhum prisioneiro havia conseguido fugir. Não por falta de tentativas, que as houve: 36 prisioneiros estiveram envolvidos em 14 tentativas de fuga, dois homens tentaram em dose dupla; 23 foram apanhados, 6 foram abatidos e 3 desapareceram no mar que envolve a prisão, apesar de os corpos nunca terem sido encontrados.

No entanto, no dia 11 de Junho de 1962, Frank Morris e os irmãos Anglins protagonizaram, com sucesso, uma das fugas mais espectaculares alguma vez engendrada. Morris e os Anglins subiram pelo poço da ventilação até ao topo de uma das chaminés, alcançando o topo do telhado. Em seguida, desceram o muro com a ajuda de cordas e, com a ajuda de barcos de borracha, remaram dali para fora. Na manhã seguinte a polícia procurou os foragidos de Alcatraz, contudo, sem sucesso.

O actual director da prisão disse que eles colocaram cabeças de bonecos – feitas com uma mistura de sopa com papel e cabelo verdadeiro – nas suas camas para enganar os guardas prisionais na inspecção nocturna. Morris e os irmãos Anglins desapareceram sem deixar rasto e ainda são procurados pelo FBI, apesar de se acreditar que se tenham afogado na baía de São Francisco no momento em que deixavam a ilha.

O feito serviu de inspiração para o filme: “A fuga de Alcatraz”, de Clint Eastwood, que foi um sucesso de bilheteira.

6. Billy Hayes: escapou da prisão da Turquia e tornou-se um escritor

 Billy Hayes foi um cidadão americano condenado a 30 anos de cadeia numa prisão turca por tráfico de droga. Ele constatou que as autoridades queriam fazer dele um modelo ao penalizá-lo com a sentença máxima, então ele decidiu que tinha que escapar. Depois de 6 meses de planeamento, lutou com um guarda prisional, roubou-lhe o uniforme, levou consigo cerca de 1350 EUR (que o seu pai lha havia enviado através de um álbum de fotografias) e roubou um barco para se pôr a mexer dali.

Na esperança de chegar à Grécia, Hayes lançou-se mar adentro e andou durante quilómetros e quilómetros à deriva, descalço, sem forças, sem documentos e ficou completamente exausto e faminto que perdeu os sentidos. Quando veio a si, viu um polícia armado e pensou que tinha perdido a esperança em ser um homem livre. Contudo, o soldado falou-lhe em grego! A alegria foi enorme. Ele havia, finalmente, conseguido. Posteriormente, Hayes voltou, em segurança, aos Estados Unidos da América e escreveu a sua autobiografia, denominada: “O Expresso da Meia-noite”, que relata a marcante experiência que teve e a fuga da prisão que protagonizou.

7. Os sete de Texas: um grupo que escapou da prisão de máxima segurança

 

A 13 de Dezembro do ano de 2000, 7 criminosos da unidade de John Connaly – uma prisão de segurança máxima no condado de Karnes, no Texas – escaparam utilizando um esquema muito bem orquestrado. Vários homens, que trabalhavam numa equipa de manutenção, pediram permissão para ficar a encerar e a limpar o chão de uma área específica durante o período do almoço. Em seguida, chamaram o supervisor da manutenção para apresentar o trabalho efectuado e bateram-lhe por detrás da cabeça, o que o fez ficar imediatamente sem sentidos. Eles também atacaram todas as pessoas que se cruzavam no seu caminho, incluindo trabalhadores civis, guardas e outros presos. Os atacantes roubavam as roupas das suas vítimas, os cartões de crédito e a sua identificação. Depois fizeram-se passar por guardas (encenaram uma história falsa ao telefone) de forma a ter acesso a uma área perto da saída da prisão. Depois de lá chegarem, ameaçaram de morte o guarda prisional que se encontrava no portão e este abriu-lhes a porta. Numa carrinha pick up, cheia de armas, os sete de Texas saíram da prisão a toda a velocidade. Um ano mais tarde, foram capturados, devido ao programa televisivo “Os Mais Procurados da América”.

8. Os prisioneiros do inferno dos ratos: a mais famosa (e mais bem sucedida) fuga de prisão durante a Guerra Civil Americana

 

A saída da prisão de Libby foi uma das mais famosas (e bem-sucedidas) fugas da prisão durante a guerra civil americana. Na madrugada de 9 para 10 de Fevereiro de 1864, mais de 100 prisioneiros fugiram da prisão de Libby em Richmond, na Virgínia. Dos 109 foragidos, 59 foram bem-sucedidos ao chegar às linhas defensivas da União, 48 foram capturados e 2 morreram afogados junto ao rio James. Os prisioneiros escaparam, construindo um túnel pela cave da prisão até um local espaçoso fora da prisão. Esta não foi uma tarefa fácil, uma vez que a cave da prisão era escura e infestada de ratos, conhecida como o “inferno dos ratos”. O túnel tinha a distância necessária para ultrapassar as linhas da prisão de Libby.

A evasão foi possível graças aos esforços dos seus líderes, o Coronel Rose e o Major Hamilton. O coronel organizou os grupos para efectuarem as escavações, enquanto o major trabalhou na logística e inventou bugigangas para retirar a terra do túnel e oxigénio para respirar.

9. Alfred Wetzler and Rudolf Vrba: conseguiram escapar de Auschwitz e mais tarde publicaram uma biografia sobre as atrocidades vividas no campo Nazi

Wetzler foi um judeu eslovaco e um dos poucos do pequeno número de judeus que lograram a proeza de fugirem do campo de concentração de Auschwitz durante o Holocausto. Wetzler fugiu com o seu companheiro Rudolf Vrba.

No dia 7 de Abril de 1944 (data da Páscoa dos judeus), numa sexta-feira às 2 da tarde, os dois homens entraram num buraco escondido sob uma pilha de madeira destinada a construir a secção do “México” para novas vítimas. E por lá ficaram durante 4 noites.

Na noite de 10 de Abril, vestindo fatos, casacos e botas alemãs, saíram do campo para sul, paralelamente ao rio Sola, em direcção à fronteira polaca. Andaram mais de 130 quilómetros, guiando-se apenas por uma página de atlas infantil que Vrba havia encontrado no armazém. Depois de muitas dificuldades, conseguiram resistir e sobreviver.

Mais tarde, os dois companheiros, compilaram um relatório sobre as condições existentes no campo de Auschwitz, fizeram uma planta do campo, indicando onde estavam situadas as câmaras de gás e os crematórios. À conta deste relatório mais de 120,000 vidas foram salvas.

10. Dieter Dengler: tornou-se o único soldado a escapar de uma prisão durante a guerra do Vietname

Dieter Dengler foi um piloto germano-americano da marinha que ficou famoso por fugir de uma prisão selvagem durante a guerra do Vietname. Em meados de 1966, Dengler foi alvejado sob anti-aéreas em Laos, onde foi capturado e aprisionado pelo grupo Pathet Lao, um grupo vietnamita do norte. Dengler tinha a reputação de ter capacidades incomuns para escapar das armadilhas, faculdade ganha durante os treinos militares. Imediatamente, assim que foi capturado, contribuiu para a elaboração de um plano de fuga para os prisioneiros.

A 29 de Junho de 1966, ele e outros seis prisioneiros, resolveram escapar, levando um par de armas dos soldados que os vigiavam. Depois de disparar sobre três guardas, Dengler escapou para uma densa floresta. Passou 23 dias na selva, sob um calor tórrido, sob a ameaça de insectos, parasitas e com uma fome terrível antes de ser resgatado por um avião americano. Apenas um dos outros prisioneiros, sobreviveu à fuga. Os outros ou foram mortos ou desapareceram na selva. Dengler, tornou-se mais tarde um piloto de testes de sucesso e até hoje tem o mérito e o crédito de ser o único soldado americano a ter resgatado um outro e a ter regressado da selva de Laos com vida.

Em Portugal, destaca-se, por exemplo, a fuga de Pedro Grilo da prisão do Linhó. O skinhead, como era conhecido, foi condenado a 12 anos de prisão pela morte do dirigente do Partido Socialista Revolucionário (PSR) pelo Tribunal Criminal de Monsanto, em 1991. Grilo foi acompanhado na fuga por dois outros reclusos. A fuga foi original, uma vez que os detidos introduziram-se nos cestos de roupa suja e aguardaram o transporte para o exterior da cadeia. No entanto, foi envolta em polémica e ficou associada à conivência das autoridades, que não fizeram qualquer tipo de inspecção ao veículo. Desde esse dia que Pedro Grilo continua foragido e sem qualquer rastro.

Não esquecendo a máxima que a liberdade de cada um acaba quando começa a do próximo, no mundo dos fora-da-lei não existem regras e limites, só a firme convicção que para se ser livre, todos os riscos e sacrifícios são válidos.

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