Os jogos online mais populares
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Jogos Online

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Já há muito tempo que jogar no computador deixou de ser um gesto isolado. Longe vão os tempos em que o único adversário do jogador era a inteligência artificial, ou na melhor das hipóteses, um ou outro amigo para pôr em uso o sistema de multi-jogador.

Hoje em dia, multi-jogador não significa dois, quatro nem oito jogadores. Por multi-jogador entende-se milhares de utilizadores, sentados em frente a computadores espalhados por todo o mundo, unidos pela mesma missão, pelo mesmo objectivo: ganhar.

Com os avanços dos últimos anos na Internet por banda larga, a sua proliferação e relativo fácil acesso por parte da generalidade da população, os jogos online assumem hoje uma das maiores fatias desse mercado, e aos poucos começam inclusive a conquistar um segmento que até há poucos anos lhes estava vedado – o das consolas.

Para isto, muito contribuíram os MMORPG – massively multiplayer online role playing games.

World of WarCraft – a definição de MMORPG

Quando se pergunta a alguém o que significa MMORPG, é muito provável que a resposta seja “World of Warcraft”. De longe o jogo mais popular da actualidade, com já perto de dez milhões de jogadores em todo o mundo – isto sem contar com os servidores privados.

Lançado em 2004 pela Blizzard Entertainment, World of Warcraft é o quarto jogo de uma saga que já data da década de 90, mas surge pela primeira vez no formato de role playing game – até então conquistara o segmento dos jogos de estratégia em tempo real.

Contudo, apesar da mudança de tipo de jogo – e com isso dos objectivos – todo o mundo de Warcraft tem aqui a sua continuidade, em termos de ambientes, personagens e armas.

Através de uma subscrição mensal (no valor de 13€), o jogador cria o seu próprio personagem e regressa a Azerath, o mundo virtual onde decorreram os episódios anteriores, divido por duas facções: a Alliance (composta por, entre outros, humanos, elfos, anões e gnomos) e a Horde (que conta por exemplo com Orcs, Tauren e Trolls). Cada uma destas raças divide-se ainda por clans, aos quais o jogador se poderá juntar. A mitologia de Warcraft é complexa e extensa, ao ponto de estar já confirmada uma adaptação ao grande ecrã para 2009.

O objectivo do jogo consiste em desempenhar missões e demandas por entre o território de Azerath, sendo o seu sucesso recompensado com a subida de nível. Se por um lado as primeiras missões são básicas e podem ser cumpridas por um jogador isolado, quando se entra numa fase mais avançada do jogo o nível de exigência já obriga a alianças entre jogadores para conseguirem ultrapassar os obstáculos.

A popularidade de World of Warcraft não tem, nesta data, paralelo, e a Blizzard está empenhada em manter-se líder do segmento dos MMORPG, através do lançamento contínuo de expansões e actualizações. Desde o lançamento foi já lançada a expansão “Burning Crusade”, no início deste ano, e está já prometida nova actualização com o pack “Wrath of the Lich King”, ainda sem data de lançamento.

Site official: http://www.wow-europe.com/en/index.xml

Guild Wars – a alternativa gratuita

O grande destaque de Guild Wars vai para o facto de, ao contrário da grande maioria dos jogos deste género, não exigir uma subscrição mensal – e isto sem perder a qualidade. Por entre os poucos MMORPGs gratuitos (não contando obviamente com o custo do jogo em si), é sem dúvida o melhor e o mais popular.

O primeiro título da série – Guild Wars: Prophecies – foi lançado em Agosto de 2005, sucedido por mais dois títulos (Factions e Nightfall) e um expansion pack (Eye of the North). Guild Wars 2, o próximo lançamento, foi confirmado no início deste ano, fazendo desta saga uma das mais activas.

À semelhança dos outros MMORPGs, a acção passa-se num mundo virtual, desta feita em Tyria. Composto por várias cidades e zonas diferentes, cabe ao jogador desempenhar as habituais missões, sozinho ou aliado a outros utilizadores, enfrentando personagens virtuais do jogo ou então – talvez a vertente mais popular – outros jogadores. Neste capítulo, o jogo destaca-se ainda por diversos modos de competição bastante apelativos e populares, colocando frente a frente diferentes jogadores de todo o mundo, organizados por clans.

Apesar de estar muito distante do World of Warcraft em vários aspectos – e sobretudo em número de jogadores – o Guild Wars é amplamente reconhecido como uma das melhores opções para o jogo online, e a ausência de subscrição é sem dúvida um argumento de peso para muitos jogadores que tenham que fazer essa escolha.

Site oficial: http://www.guildwars.com/

Lineage II – O mundo da fantasia

A temática dos MMORPGs é bastante homogénea, mas isso não parece ser um contratempo para os jogadores. Que o digam os perto de três milhões de jogadores da saga Lineage II, que têm aqui mais um título que consiste, como os anteriores, num mundo virtual baseado no fantástico.

Lançada pela NCsoft, esta sequela continua o caminho aberto por Lineage, do “longínquo” ano de 1998, que era já na altura um jogo online. Contudo, as ligações à Internet dessa altura não tinham a eficácia que é hoje conhecida e a adesão não foi, nem de perto, tão significativa como é aos títulos de hoje. Ainda assim, foi o primeiro passo para uma saga de sucesso, que em 2004 conseguiu conquistar os jogadores com Lineage II.

Baseado no comum sistema de subscrição mensal (no valor de $15), o jogo vai evoluindo através de actualizações constantes, a mais recente das quais disponibilizada em Abril de 2007. Estas actualizações (seis até ao momento com a sétima a caminho) assumem uma forma ligeiramente diferente das de, por exemplo, Warcraft ou Guild Wars. Denominadas “crónicas”, acabam por ser como que novos capítulos para uma mesma história que está ainda a ser contada, não se tratando tanto de expansões como nos casos anteriores, mas antes da continuação do jogo original, que na sua forma inicial era extremamente limitado. A evolução de Lineage II faz-se assim com o decorrer do tempo e não apenas com o decorrer do percurso dos jogadores. Todas estas “crónicas” são gratuitas e estão incluídas na subscrição mensal.

No que toca à temática do jogo, retoma os clichés que parecem não cansar os utilizadores de todo o mundo: por entre reinos antigos que misturam ambientes medievais com o fantástico, o jogador junta-se a uma das raças disponíveis, por entre humanos, orcs, anões e elfos, e parte em infindáveis demandas.

Lineage II acaba por ser um bom exemplo de como nem sempre as opiniões dos jogadores condizem com as da imprensa especializada. Um pouco por entre todos os websites de referência, este título não obteve classificações de topo, mas isso não impediu que se tornasse um dos mais populares do momento. Os números variam consoante a fonte – a própria NCsoft adianta mais de catorze milhões de jogadores, um número visivelmente ampliado – mas tudo aponta para que depois de World of Warcraft, seja dos jogos com maior número de utilizadores.

Site oficial: http://eu.lineage2.com/

Counter-Strike – caça aos terroristas

Nem só de MMORPGs se faz a euforia dos jogos online, e o Counter-Strike é disso o melhor exemplo, já que rivaliza (ou mesmo suplanta) em popularidade o próprio World of Warcraft.

Inicialmente fruto de uma modificação do jogo Half-Life 2, acabou por se tornar sinónimo de jogo em rede, quer em LANs, quer online. A modificação original data de 1999, com o primeiro lançamento comercial a surgir um ano depois, e desde então surgiram vários estabelecimentos comerciais dedicados a jogar-se Counter-Strike em LANs criadas exclusivamente para esse efeito.

A premissa do jogo não podia ser mais simples: o jogador junta-se a uma equipa de terroristas ou de contra-terroristas, e tem que efectuar uma determinada missão – por exemplo, no caso do grupo terrorista, colocar uma bomba num dado local, e no caso do grupo contra-terrorista, impedir que os terroristas o consigam fazer. Vence a equipa que conseguir eliminar todos os adversários ou que conseguir cumprir com sucesso a missão que recebeu.

O jogo prima pelo realismo do material utilizado, desde armas ao mais variado material militar – tudo réplicas pormenorizadas dos correspondentes do mundo real. As actualizações são também elas um dos principais pontos fortes de Counter-Strike, estando por isso mesmo em permanente evolução.

Este é, aliás, um dos grandes atractivos do jogo, a facilidade com que um utilizador pode, por si próprio, acrescentar conteúdos ao Counter-Strike além dos fornecidos pela própria Valve: áreas de combate, missões, personagens e mesmo alterações à estrutura do jogo. Tudo isto são parâmetros que podem ser editados, criados e complementados pelos utilizadores, o que torna praticamente infinita a durabilidade do jogo, de tão constante que é a aparição de novos conteúdos.

Site oficial: www.counter-strike.net/

Battlefield 2 – a guerra no conforto da sala

Se por um lado Counter-Strike abriu portas para um novo género de jogabilidade online, Battlefield 2 é o passo seguinte. Criado pela Digital Illusions e com o selo da EA Games, é um jogo que faz uso da mais recente tecnologia de topo em termos de processamento gráfico: não é qualquer computador pessoal que terá capacidade para correr o Battlefield 2.

O objectivo aproxima-se do de Counter-Strike. Um grupo de jogadores tem como missão capturar uma bandeira convenientemente colocada em território inimigo; o grupo adversário tem a natural tarefa de o impedir. Pelo caminho o jogador assumirá ainda uma especialidade militar, o que no conjunto global proporciona uma das maiores variedades em armas e material militar, incluindo veículos terrestres e aéreos.

Este tipo de funcionalidades implica ainda que o jogo seja mais complexo que o comum FPS (first person shooter), assumindo contornos de RTS (real time strategy) e RPG (role playing game).

Site oficial: http://www.ea.com/official/battlefield/battlefield2/us/home.jsp

O passado e o futuro: Ultima Online e Final Fantasy XI

Apesar de estar hoje longe da sua popularidade inicial, o jogo Ultima Online merece ainda assim o devido destaque, por ter sido o primeiro MMORPG a ter uma legião de jogadores à escala mundial realmente massiva. Muitos dos jogos deste género hoje existentes seguem os “ensinamentos” de Ultima Online, que apesar de ter já dez anos de idade, conta ainda com alguns fans resistentes que se recusam a abandoná-lo.

Site oficial: http://www.uoherald.com/news/

No que diz respeito a Final Fantasy XI, pode-se dizer que acabou por ser uma desilusão face às expectativas iniciais. Ainda que tenha chegado a contar com mais de meio milhão de subscritores em todo o mundo, diversos erros na fase de lançamento levaram a que o interesse se esvaísse, e hoje em dia é apenas mais um título por entre tantos outros.

Contudo, o que realmente merece destaque em Final Fantasy XI é o facto de ter sido o primeiro jogo na história a permitir simultaneamente jogadores de computador e de consolas nos mesmos servidores. O segmento do jogo online na PlayStation e na XBox está ainda a dar os primeiros passos quando comparado com o computador, mas o precedente aberto por Final Fantasy XI permite pensar um novo mundo de possibilidades no modo de jogar online. Ao unir mundos que até agora estiveram separados poder-se-á ampliar ainda mais a quantidade de utilizadores a jogar simultaneamente o mesmo jogo.

Site oficial: http://www.playonline.com/ff11us/index.shtml

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